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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Resenha: “Lonely Hearts Club: Porque ninguém precisa de um namorado para ser feliz”, por Elizabeth Eulberg

Título original: “The Lonely Hearts Club”
Autora: Elizabeth Eulberg
ISBN: 9788580570496
Páginas: 238
Editora: Intrínseca
Ano: 2011

Avaliação: 4 estrelas
Sinopse:
Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do Lonely Hearts Club — o lugar certo para a mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora, todas querem fazer parte do Lonely Hearts Club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será realmente que nenhum carinha vale a pena?

Em pleno Dia Mundial do Rock, por que não resenhar um livro que têm muita influência dos Beatles?

Para início de resenha, vou incluir dois vídeos de músicas que tem muito a ver com o livro. Ambas foram gravadas para o álbum “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, mas a primeira, “Penny Lane” (letra da música traduzida), só foi lançada como single no lado A do disco “Strawberry Fields Forever”. A segunda música é “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” (letra traduzida):


Agora que vocês já estão no clima do livro, vamos lá para a resenha.

Desde o lançamento de “Lonely Hearts Club” estava muito ansiosa para lê-lo. Lembro até que na época, a Intrínseca disponibilizou muitos materiais relacionados ao livro, como primeiro capítulo – que eu li, e até quando estava lendo o livro, um ano depois do lançamento, lembrava de tudo que compunha o início da obra –, papeis de parede e recorte e colagem de bonequinhos dos Beatles, rs.

"Yesterday: 'Love was such an esay game to play’” Página 9

A partir do início, a Penny foi muito radical em relação aos garotos. Primeiramente, por ter sofrido uma desilusão amorosa, e posteriormente, por conta de uma amiga ter se afastado depois de começar a namorar.

"Como se não bastasse o fato de ela (Diane) ser um exemplo clássico da Garota que Abandona sua Identidade por um Garoto, também tinha me abandonado. Eu sempre achara que essas garotas que largam as amigas toda vez que um garoto se interessa por elas eram patéticas. Mas quando me tornei uma dessas amigas, vi como doía. Só mais um exemplo do que os garotos faziam para arruinar minha vida. Como se me tratar como lixo não fosse o suficiente, eles roubavam minhas amigas." Página 32

Eu não concordo com a posição da Penny. Afinal, decidir que não irá namorar alguém durante dois anos é uma decisão muito incisiva. Ela teve bons os motivos para tomar este partido, mas uma garota em plena adolescência dificilmente conseguirá se controlar.

A atual amiga da Penny, a Tracy, elaborou as regras do Lonely Hearts Club. Elas são muito engraçadas. Claro, ninguém que pertencesse ao clube poderia namorar. Creio que a chave entre namorar e ter amigas, é basicamente colocar as amigas em primeiro lugar. Afinal namorados vão e vem, mas amizades sempre ficam. Pensa comigo: se você terminar com o seu (sua) namorado (a), com quem você irá desabafar? Com um (a) amigo (a). Ele (a) sempre estará lá por você.

O livro contém cenas muito fofos! Após a leitura, considero-o um Young Adult (na verdade, ainda estou na dúvida se não seria um Teen Chick Lit), apesar de tê-lo lido pelo Círculo Viajante 14 – O Melhor do Chick Lit. Como a edição que li não é minha, quero adquirí-lo logo porque a diagramação é linda! Essa releitura da capa do disco “Abbey Road”, dos Beatles, também me fascinou! Cliquem aqui para ler uma curiosidade em relação a capa original do disco.

Antes de começar “Lonely Hearts Club”, acreditava que era necessário conhecer bastante sobre Beatles para curtir o livro. Mas, não é. Exatamente neste ponto creio que a autora poderia ter incrementado mais. Há referências de Beatles no livro, mas poderia ter muitas outras. O final do livro poderia ter se estendido um pouco mais. Duzentas e trinta e seis páginas foi pouco para mim. A escrita da Elizabeth é muito boa, e creio que quatrocentas páginas seria a medida certa para ela aumentar a história e colocar mais Beatles! \m/

Contudo, recomendo a leitura. É um livro curto – li em um dia –, e com uma escrita espetacular. Até mesmo se você tiver declarado guerra aos garotos ou ao amor, poderá obter um nova perspectiva. Afinal, “… nenhum carinha vale a pena?”?

Até logo! *-*

Ps.: Ontem eu comprei um pendrive de 16GB. No mais tardar na penúltima semana do mês. os vídeos serão publicados!!!

2 comentários:

  1. Esse livro é TÃO divertido! Adoro a forma como a autora escreve, me divirto demais com os personagens... Não é o tipo de leitura que vai mudar sua vida, mas vai te divertir bastante :)

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  2. Super ansiosa pra ler esse livro. Ja estou no viajante dele :D
    Adorei a resenha como sempre!
    Bjks...

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