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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Resenha: “Diários do Vampiro #2: O Confronto”, de L. J. Smith

Título original:The Vampire Diaries - The Struggle”
ISBN: 9788501086167
Páginas: 221
Editora: Galera Record
Tradutor: Ryta Vinagre
Ano: 2009
Avaliação: 4 estrelas

Essa resenha contêm spoilers do livro anterior: “Diários do Vampiro: O Despertar”. Se não tiver lido-o ainda, leia a resenha clicando no título do livro.

Em “Diários do Vampiro 2: O Confronto” (The Vampire Diaries - The Struggle), a autora L. J. Smith continua a narrativa a partir do chamado que faz Elena a Damon para que aparecesse. Na noite anterior, na festa de Halloween, ocorreu mais uma morte em Fell’s Church: do professor de história europeia, Sr. Tanner.

Antes do assassinato, houve uma pequena discussão entre Stefan e o falecido professor, pois o Sr. Tanner não queria usar o essencial em seu papel como Cadáver Sangrento: sangue falso. Mas, Stefan contornou a situação utilizando os Poderes.

Só que, depois do homicídio, as pessoas começam a especular que tenha sido Stefan o assassino. Afinal, ele havia brigado com o finado Sr. Tanner, e ainda por cima, o rapaz não compareceu as aulas no dia seguinte! Muito suspeito aos olhos de quase todos, não? Excerto aos de Elena, a única que sabe realmente quem é o autor do assassinato.

Após tudo que Stefan compartilhou com Elena na noite de Halloween, sobre a vida que ele mantinha na Itália Renascentista, e de quando se tornou vampiro… Quando ele cede, entrega-se aos instintos de vampiro, dando a Elena a sensação nunca antes sentida por ela. Fluindo de Elena para Stefan.

Ao ver que Stefan não está no colégio, Elena tem a certeza de que algo terrível aconteceu com ele! Não há outra explicação! O que aconteceu entre os dois foi intenso, somente algo grave o faria sumir do nada! A garota senti que o grande amor de sua vida corre perigo, provavelmente nas mãos de Damon.

O que irá acontecer no encontro de Elena e Damon? É realmente Damon o culpado pelo sumiço de Stefan? Onde estará Stefan?

Foi difícil fazer essa resenha porque se eu comentasse muito sobre o livro, iria estragar a surpresa. Por isso, citei mais o livro anterior: “Diários do Vampiro: O Despertar”.

A narrativa ocorre uniformemente em “Diários do Vampiro: O Confronto”. A diagramação mantém o mesmo estilo. Há maior em Damon e a capa logo confirma isso, pois é azul, a cor dos olhos dele.

A união entre Caroline e Tayler enfim mostra para o que veio. Bonnie torna-se mais útil por causa da paranormalidade. O Ford de Matt foi muito utilizado, mesmo sendo velho. Meredith esconde algum segredo em relação a família dela.

O que nos prende a série é o fato de que os livros não terminam no desfecho, mas sim no clímax, gerando grande expectativa para o próximo. Estou louca para ler “Diários do Vampiro: A Fúria”! Mas, não fiz isso ainda pois tinha que escrever essa resenha, e se começasse a ler, iria bagunçar tudo!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

25/07 – Dia Nacional do Escritor

Hoje comemora-se o dia do escritor aqui no Brasil. Essa data tão importante, não poderia passar sem uma homenagem no Ler é Conhecer, correto?

O Dia Nacional do Escritor foi criado no ano de 1960, depois do I Festival do Escritor Brasileiro, realizado na União Brasileira dos Escritores, em 25 de julho do mesmo ano.

As sábias palavras escritas que nos marcam, as maravilhosas histórias que lemos, os incríveis mundos pelos quais viajamos. Tudo isso devido à imaginação do criador daquele livro, artigo, composição ou uma infinidade de gêneros literários que existem.

Às vezes, o autor daquele texto que amamos, nem é muito conhecido. Às vezes, o autor nem é quem pensávamos que fosse, e realmente quem o escreveu foi outro, e ainda sendo pago para não aparecer com o real criador, um ghostwriter. Às vezes, cremos que o livro tenha sido elaborado por tal sujeito, mas na verdade não era… Um erro ao creditar a autoria da obra, que só depois de muitas décadas ou séculos, é encontrado o verdadeiro autor.

 

Neste dia do escritor, gostaria de homenagear meus autores favoritos: Agatha Christie, que fascinou-me com os crimes elucidados pelo detetive Hercule Poirot. J.K. Rowling, que mostrou-me a magia de Howgwarts com o trio: Harry, Rony e Hermione. Marcos Rey, que descreveu-me os mistérios revolvidos por Léo, Gino e Ângela. Marian Keyes, com as divertidas histórias da família Walsh e outras protagonistas. E Sophie Kinsella, que trouxe-me a querida Becky Bloom e sua compulsão por compras.

Qualquer um pode ser um escritor, basta se inspirar em um assunto que lhe faça esquecer de tudo, e que apenas faço-o pensar em como incrementar aquele texto, com uma ajudinha talvez, pesquisando e tendo como base outros autores.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Resenha: “Flora Segunda”, de Ysabeau S. Wilce

Título Original: “Flora Segunda”
ISBN: 9788516055684
Páginas: 448
Editora: Salamandra
Tradutor: Cássio de Arantes Leite
Ano: 2007
Avaliação: 4 estrelas

O livro “Flora Segunda”, de Ysabeau S. Wilce descreve a história “de uma garota corajosa, seu parceiro de olhar vítreo, dois mordomos agourentos (um deles azul), uma casa com onze mil cômodos e um cão vermelho”.

Foi difícil encontrar informações sobre a Ysabeau S. Wilce, mas encontrei algumas. A pronúncia correta do nome dela é Iz-a-bow Wils. A autora é americana e é formada em História Militar. Além de “Flora Segunda”, foi publicada a continuação mas, ainda não foi lançada no Brasil. É intitulada “Flora’s Dare”, e com uma tradução livre para português seria: “Desafio de Flora”.

Flora Fyrdraaca, a protagonista, tem uma família desestruturada. O pai dela era militar e foi preso durante a Guerra em uma prisão Huitzil, permanecendo lá três anos. Depois de ser liberto, Pápi entregou-se ao álcool e ao cigarro, e passa dias e dias trancado no quarto, mas às vezes saí para perturbar. A mãe de Flora, Mama, é general comandante do exército e vive viajando. A irmã de Flora chama-se Idden, é capitã do exército, mas não mora em Crackpot Hall com os outros.

Como deu para perceber, toda a família é do exército e Flora será a próxima a ingressar, depois de seu aniversário de 14 anos, a Catorcena, maior idade. Todos os Fyrdraaca são soldados, mas será que Flora quer seguir a tradição da família?

Em Crackpot Hall, a casa da família Fyrdraaca que tem onze mil cômodos, havia um residente que cuidava de toda a organização. Só que ele foi banido, sendo que agora, a família só tem acesso a alguns cômodos, portanto, é Flora quem cuida da limpeza da casa. Mas, será que ela quer continuar a fazer o trabalho que não estava destinado a ela?

Amei a Flora, ela é tão corajosa! *--*

A diagramação do livro é linda de mais! Inclusive, gravei um vídeo mostrando o livro por dentro. Vocês têm que ver o quão belo ele é:

A história é bem engraçada. As trapalhadas da Flora e do Udo, o melhor amigo dela, são demais! A expressão “porcalhudo” é muito utilizada, empregá-la invés de palavrões seria uma opção melhor para qualquer pessoa, porque é engraçada e ninguém iria ficar chocado quando falasse! rs

Digamos que a Flora terá duas “missões”. A primeira é tão emocionante, que não dá vontade de parar de ler até terminá-la. A segunda é um pouco menos complicada, mas demora “séculos” para acabar, tem muitos obstáculos bobos e eu não gostei disso, enrolou de mais!

O final do livro é muito bom, mostra um exemplo de superação. Como eu disse, tem o próximo livro, mas ainda não foi lançado no Brasil, :(! Recomendo o livro para quem curte histórias do gênero aventura e fantasia!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Indignações de uma bookaholic 2: Fechamento da Biblioteca Embarque na Leitura – Largo Treze

Para quem não sabe, no dia 6 de dezembro de 2007, foi inaugurada a Biblioteca Embarque na Leitura – Largo Treze. Ela era patrocinada pela Visa e pelo Instituto Brasil Leitor, e ficava na Estação de Metrô Largo Treze. Isso mesmo, havia uma biblioteca em plena estação de metrô.

Veja o vídeo que promoveu a inauguração da biblioteca:

Quem é fã de Harry Potter, já viu algumas das capas dos livros e/ou prestou atenção no vídeo, viu que no minuto 5:57 em diante, aparece o livro “Harry Potter e a Ordem da Fênix” sendo emprestado para uma usuária da biblioteca.

Hoje é 15 de julho de 2011, dia da estreia mundial do filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte” – Parte II, o último filme desse aclamado sucesso mundial! Talvez não estejam entendendo qual a ligação do último filme, com os livros e a biblioteca, mas logo explicarei.

Eu li todos os livros da saga graças à maravilhosa biblioteca do metrô, e creio que muitos outros jovens também. Esse post, além disso, é o meio de me despedir do mundo de Harry. Nunca me esquecerei desse mundo mágico, mas, como não haverá mais nenhum livro e nenhum filme, esse post é o meu jeito de dizer “adeus” a saga.

A Biblioteca Embarque na Leitura – Largo Treze foi muito importante na minha vida. Com ela, descobri o prazer da leitura achei o gênero Chick-Lit, e as melhores autoras: Marian Keyes, Meg Cabot e Sophie Kinsella! Mesmo tendo lido livros juvenis, que normalmente, não são considerados bons livros por alguns, foi justamente com esse tipo de livro que eu comecei a gostar de ler, a pegar um livro com mais de 400 páginas e devorá-lo em apenas três dias. Mas, preconceito literário é assunto para outro post… Enfim, eu peguei o gosto pela leitura por causa da biblioteca. Eu li a Saga Harry Potter porque tive acesso à biblioteca. Mas agora, onde está a biblioteca?

Sumiu, há mais ou menos um ano. Na época, ela apenas ficou com portas fechadas e com um aviso dizendo que o acervo da biblioteca estava sobre “averiguação” (não me recordo bem quais eram os termos no aviso). Depois, ela fechou para valer. Isso me deixou indignada, mas não havia como expressar a indignação antes, pois esse blog não existia.

Fazendo a pesquisa para o post, só achei textos sobre a inauguração da biblioteca, muitos textos, floreios e floreios de como seria o projeto… Mas, olha que engraçado, não achei o porquê de a biblioteca ter fechado. A única luz que encontrei, foi no blog “As tontas vão ao céu”. Segundo o blog, o motivo seria porque “a biblioteca não está cumprindo as metas de cadastrados que os patrocinadores pedem.”

Vejamos dois arquivos PDF que eu encontrei por outra pesquisa, referente aos meses de junho e agosto de 2008: http://www.brasilleitor.org.br/www/pdf/Metro_SP_RJ_PE_junho.pdf http://www.brasilleitor.org.br/www/pdf/Metro_SP_RJ_PE_agosto.pdf

Sim, a Biblioteca do Largo Treze é era a que tinha menos sócios ativos e empréstimos em São Paulo. Mas, a Linha 5 – Lilás, onde se localiza a estação Largo Treze, é a mais isolada na malha metroviária/ferroviário da cidade, portanto, o número de usuários nessa linha é menor. Os patrocinadores já sabiam disso antes de aceitarem o desafio. Esse projeto beneficiava muitas pessoas, e  nos próximos anos, com a expansão da Linha 5 – Lilás até a Chácara Klabin, Linha 2 -  Verde, que atravessará na Linha 1 – Azul, a mais movimentada da cidade, o projeto cresceria mais e mais. Mas, não esqueçamos que esses dados são referentes a 2008. A biblioteca fechou em 2010. Será que em DOIS anos, o número de cadastros subiu? Provavelmente.

Vendo o site do Instituto Brasil Leitor, sobre as bibliotecas e seus respectivos patrocinadores, não encontrei o nome da Visa em nenhuma das três bibliotecas que patrocinava segundo o vídeo acima.

Será que a Biblioteca Embarque na Leitura – Largo Treze fechou por conta de poucos cadastros? Ou por que a Visa não quis/pôde mais patrociná-la, e sem o patrocínio, tiveram que sacrificar alguma das biblioteca, pois como manteriam três bibliotecas que nem atraso de livro cobram em dinheiro? Essa é a incógnita que não foi sanada.

O que há hoje no lugar que a biblioteca ocupava? NADA (retificando (24/07), existe um piano, em que qualquer um pode tocar, mas, poderia-se agregar-se a biblioteca também, óbvio) Estamos perdendo a oportunidade de ter acesso à literatura, dos clássicos aos best sellers atuais. Eu perco, outros perdem, todos na sociedade perdem, sem a Biblioteca Embarque na Leitura – Largo Treze.